
Há pouco viajei. Criei expectativas, criei boas imagens. Trouxe das minhas lembranças vestígios que foram crescendo e que no fim transformou-se no todo de um bom tempo bom. Minhas mãos tremiam, e por vezes, minha respiração faltava. Em minha cabeça, havia todo um clima para que o que porvinha seria arrebatador. E assim foi, o meu mundo caiu.
Todas as minhas expectativas não se foram paulatinamente. Aconteceu com um tiro: rápido, sem pestanejar. Todas elas se desvaneceram. Pensava eu, encontrar um mundo do jeito que eu havia deixado, como um brinquedo que se é esquecido e quando se encontrar basta tirar a poeira para sê-lo e de sempre outra vez. Mas eu não me dei conta que o mundo e gira e que ele conspirava contra mim.
Sinceramente, eu estou me acostumando com as patadas que a vida me dar. Mas, me dói ter de ficar sem as amizades que foram duras semear e por minhas falhas (estúpidas falhas), do meu abandono minhas flores e árvores definham esperando cuidado. E agora, eu busco catar os caquinhos de um mundo que não existe mais e, quem sabe, fazer colagens das lembranças do que foi. E é dolorido pegar cada parte sua e deixar como objeto de recordação e saber que aquilo não é mais seu. Não é mais de ninguém. Refere-se exclusivamente ao passado.
Nunca me doeu tanto sentir que havia perdido algo. Não que eu esteja já acostumado a simplesmente perder as coisas... o que ocorre é que desta vez não houve anuncio, não houve o relâmpagos antecipando a chegada da chuva. Houve somente o dilúvio.
AMon
"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei..."
(Rita Lee, Minha Vida)
<
Rita Lee - Minha Vida

Leia este blog no seu celular